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Mestre Vitalino • 24/06/2017 - 18:50 • Atualizado em: 24/06/2017 - 20:00

"Vitalino deixou saudade e sua arte", diz filho do mestre

Severino relembrou a trajetória do pai. No Alto do Moura, turistas ficam encantados com a arte do barro 

por Taciana Carvalho
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Aos seis anos de idade, um menino nascido no Sítio Campos, em Caruaru, se transformaria posteriormente em um ícone cultural e que ficaria conhecido mundialmente por sua arte no barro: Vitalino Pereira dos Santos, mais conhecido como Mestre Vitalino. O seu filho, Severino Vitalino, em entrevista concedida do LeiaJá, neste sábado (24), conta que a princípio as primeiras peças que o pai fez foram o boi e o cavalo para brincar. Não imaginava que o pai alcancaria tamanho auge. 
 
Na tarde deste sábado, foi Severino que recebeu com orgulho os turistas de todos os locais do Brasil para conhecer a casa que ele morou.  A pequena moradia  se transformou em museu e para conhecer por dentro é necessário desembolsar R$ 2.
 
Aos 77 anos, Serverino, que herdou o dom e vende o que chama de "réplicas ensinadas pelo mestre", conta que ele era um homem rígido, porém, humilde e bom. "Ele conseguiu fazer mais de 118 tipos como retirantes, lampião, vaqueiro. Ele foi ao Rio, São Paulo, Brasília. Ele mostrou seu trabalho para muitos", relembrou.
 
Diz ele que se sente honrado e feliz em poder continuar falando da história do mestre. "Um país hoje com tanta vergonha e ele deixou tanta coisa boa. Ele deixou muita coisa para pernambuco, que é rico em cultura". Sobre os muitos ensinamentos, Severino diz que ele pedia para respeitar os mais velhos acima de tudo. "Eu lembro que ele falava também que quem tem vergonha não faz vergonha".
 
A casa pequena, simples, é toda repleta de objetos e de recordações desde o pífano, já que Vitalino também integrou vários grupos tocando o instrumento. Ele faleceu em sua residência, vitimado por varíola, no dia 20 de janeiro de 1963.  "Deixou saudades e sua arte", conclui o filho herdeiro do talento.
 

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